Tipos de Mulheres (ou Mulheres que Fazem Tipos?)

Crônica para a política, comentaristas para o futebol, especialistas para a economia. Por aqui, sigo – até segunda ordem (da patroa) -, sozinho na dura labuta de observar e admirar o universo à parte das mulheres. Sei que parece carta marcada falar sobre as mulheres, mas é que, para mim, o assunto nunca se esgota. A diversidade é grande demais para ser deixada de lado.

E eis que dia desses descobri novos tipos de mulheres. Descobri, exatamente, as mulheres que fazem tipos. Estas andam por aí, disfarçadas de amélias, de autoritárias, de santinhas religiosas e até mesmo, acreditem, de mulheres devassas. Um verdadeiro despautério brincar com coisa tão séria. Mas o que acontece é que eu já conhecia as mulheres que fazem tipos na noite ou na cama – o que não é de todo ruim. Mas as que conseguem a proeza de fingir aquilo que não são vinte e quatro horas por dia me causaram adminiração, e espanto, principalmente (não necessariamente nessa ordem). Cada uma dessas belezinhas carrega consigo aquela costura fora do lugar que toda camiseta falsificada tem. Sem saber, elas entregam o ouro – que no caso dessas moçoilas não passa de bijouteria – nos primeiros cinco minutos de conversa se você prestar mais atenção na conversa e menos no decote. Basta observar.

Nessa reflexão eu sempre achei que a minha mãe é que era mulher de verdade. E que ao lado da minha mãe a Monica Bellucci também era. E eu não estava errado. Tanto a minha mãe como a Monica não precisam forjar nada. Não precisam sair por aí, escrevendo nos twitters da vida o quanto acreditam em Deus ou no Diabo. O quanto gostam de uma sacanagem ou o quanto abominam a mesma. Minha mãe e a Mônica não são especialistas em feminismo do século XXI, não possuem blogues descolados nem se fingem de castas para agradar.

Neste oceano de ilusões de xoxotas pulsantes no qual vivemos, mulheres que brincam de fazer tipos estão para o universo masculino da mesma maneira que homem de peruca está para o universo feminino. Não cola. Não dá liga. Aliás, não dá é nada. Ninguém quer comer porque é sempre uma decepção. Mais aí vai uma constatação e alfinetada: O macho, dito moderno, que perdeu a força intelectual e ganhou bastante tríceps nos últimos tempos, ficou à mercê. Pode ser ele mesmo o culpado de tudo isso. O negócio é que toda essa figuração feminina, geralmente, não é para o universo masculino, mas sim para elas mesmas, entre sí (o que não as isenta de nada desse ridículo).

Você deve conhecer alguma dessas mulheres por aí. No seu trabalho ou nas faculdades da vida. Aquelas que fingem a sacanagem, que bancam as liberais nas mesas de botecos ou aquelas que fingem o puritanismo. Aquelas que juram não precisar de homem algum, ou aquelas que sempre passam despercebidas, sobrevivendo por trás da máscara e de longas saias.

Bom mesmo é a mulher autêntica. Honesta, como diria minha patroa. Aquelas que não fingem um peito maior do que tem, que não escondem seus verdadeiros medos e opiniões só para entrar na conversa. Aquelas que tem vontade de dar no primeiro encontro, e dão. Aquelas que não se casam por realmente não ter encontrado alguém. Nunca vi nenhuma mulher dessas, interessante de verdade, reclamar da vida ou de solidão.

Portanto, se você é uma dessas mulheres que faz algum tipo para viver, dessas que gostam de ser a expert sexual entre azamiga, mas não teve mais que meia dúzia de experiências; ou se paga de beata pelos escritórios da vida, mas vive apagando o fogo entre as pernas com a saia, eu te peço, mon’amour, vamos misturar vodka nessa sua água benta. Pelos corredores estão todos comentando, já estão todos sabendo do seu disfarce. Você é a piadinha da semana… ou você nunca reparou as pessoas comentando baixinho antes de você chegar? O problema é que como toda falsificação, as pessoas não gostam de denunciar.

4 Responses to “Tipos de Mulheres (ou Mulheres que Fazem Tipos?)”


  1. 1 Thaísa maio 31, 2011 às 6:34 pm

    Caro, só uma coisa a dizer: Echantêdi!
    Odeio mulheres “submersas” que não tem “crepúsculo”!!!rs
    Eu que antes adorava mulheres, e as enaltecia… me pego gostando muito mais de homens do que de mulheres, no sentido “pessoa” de ser!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    ótemo, Fabi!

  2. 2 fabriciogimenes maio 31, 2011 às 6:38 pm

    No sentido pessoa de ser…
    Aham.. sei!

    hahahahaha

  3. 3 Ana Paula maio 31, 2011 às 9:37 pm

    Querer a mãe é apelar demais pra Freud.
    Falar que mulher figura pra mulher é apelar demais pro clichê.
    Fora isso essa foto da Mônica me lembrou (talvez a boca, sei lá) a patroa. Gata, viu?
    Beijos

  4. 4 fabriciogimenes junho 1, 2011 às 1:52 pm

    Ih, Ana… Nem me fale sobre clichês.
    Eu sou a personificação desse conceito.
    Não escondo, não nego…

    Enfim,
    Mesmo assim, Volte sempre!


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