DOCUMENTÁRIO RELEMBRA O TEMPO EM QUE ARNALDO ANTUNES ERA CABELUDO, BRANCO MELLO ERA MAGRICELA E PAULO MIKLOS AINDA TINHA JEITO DE BOM MOÇO.
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Por Fabricio Gimenes

Foto: Divulgação
Chegou aos cinemas de todo o país, ou pelo menos a alguns cinemas, o documentário “Titãs – A vida até parece uma festa”. O longa metragem dirigido por Branco Mello e Oscar Rodriguez Alves repassa os mais de 20 anos de trajetória da banda que marcou uma geração. Os registros começam logo no início dos anos 80 quando Branco compra uma câmera VHS e passa, desde então, a documentar o dia-a-dia da banda.
A montagem do projeto começou em 2002. A produção partiu de mais de 200 horas de gravações arquivadas em acervo pessoal e também contou com uma extensa busca de material nas emissoras de tevê. O site do filme dá uma prévia do que se pode esperar:
“ A soma desse conteúdo revela personagens incríveis e momentos inesquecíveis: o início underground em São Paulo, o primeiro sucesso Sonífera Ilha, as prisões por envolvimento com drogas, o antológico show Cabeça Dinossauro, os bastidores das gravações do álbum Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas, o sucesso nos grandes festivais, as saídas de Arnaldo Antunes e Nando Reis, a morte trágica de Marcelo Fromer, as viagens pelo Brasil e o mundo.”
Para quem sempre acompanhou a cena musical do rock brasileiro o documentário é um marco. A história dos Titãs confude-se com a história de uma geração inteira. Afinal, contar a trajetória de uma banda que registrou, através de sua música, a história recente de nosso país não é pouca coisa.
É de se esperar, como em todas auto-biografias, que os fatos ruins sejam preteridos. O lado não-comercial que toda banda tem. O filme não consta nas listas de exibições de Vitória, ainda. Mas, para os fãs da banda que, assim como eu, esperam ansiosamente pela produção, fica um aperitivo do que está por vir.
Pra quem curte Os titãs vai realmente ser um marco. Lembrei dos documentários do Scorsese sobre os Rolling Stones!