No direction home

Por Fabricio Gimenes

Assisti durante todo o final de semana o documentário “No Direction Home”, um filme de Martin Scorsese sobre a vida de Bob Dylan. O disco ficou lá, no DVD player, por todo o final de semana. Entre uma pausa e outra fui saboreando a história desse músico que eu nunca consegui compreender. Nunca entendi, por exemplo, o grunhido viceral de suas canções, o porquê aquela daquela voz nasalada fazer tanto sucesso? Isso nunca fez muito sentido para mim.

Like a complete unknown

"Like a complete unknown"

Como já era de se esperar logo na primeira cena me identifiquei. Dylan fala sobre a sensação de sentir-se um estrangeiro. De não saber para onde voltar, ou mesmo para onde ir. Minha veia beatnick pulsou forte frente à película. Durante todo o filme fui absorvendo o sentimento de Dylan. O fato de não pautar sua vida numa meta imutável – dinheiro, fama, etc. – e sim, vivê-la pela simples razão de sentir-se bem. Pela unívoca necessidade de dar vazão aos sentimentos. O que vem em seguida é consequência disso. Talvez por isso sua música tenha esse aspecto cru, não lapidado, algo que possui uma certa “ingenuidade” e pureza, sendo entregue a quem ouve da mesma forma como nasceu. Tais canções  são como aquele certo sentimento que não dá pra disfarçar, não dá para evitar ou esconder.

É interessante, também, ver as entrevistas prestadas por Dylan aos vorazes jornalistas da época. O cantor parece sempre distante e até desinteressado em todo aquele circo.

O fato é que Dylan apareceu numa época carente de certos porta-vozes, onde a música atingia mais que as paradas de sucesso – despertava sentimentos e emoções. Não que o próprio fizesse questão disso. Mas pela sua sinceridade ao fazer música, tornou-se um. Lembro do que o falecido escritor Norman Mailer, que vivenciou essa mesma época, disse certa vez numa entrevista pouco antes de partir para o lado de lá: “Antigamente a literatura era como um chamado”. Tanto eu, quanto o velho Norman sentimos falta disso. Cabe aqui perguntar: E hoje, qual é o nosso chamado?

Dalí em diante

Por Fabricio Gimenes

“Há exatos 20 anos morria Salvador Dalí”. Foi assim que e o camarada Grijó começou seu post sobre o aniversário da morte do maior expoente do movimento  surrealista. O texto fala de uma fotografia feita por Philippe Halsman onde Dalí aparece pulando. Isso mesmo, no gerúndio, pulando. O texto traz ainda o grifo de um livro lançado pelo mesmo fotógrafo com celebridades pelos ares, Jump Book.

O post feito no Ipsis Litteris me trouxe à memória outra célebre foto de Dalí, talvez bem menos conhecida, mas não menos importante. Na composição Salvador Dalí aparece com o roqueiro Alice Cooper (abaixo).  

"Cérebro de um Popstar". Salvador Dali e Alice Cooper

"Cérebro de um Popstar". Salvador Dali e Alice Cooper

Na ocasião, nosso póstumo surrealista fazia um holograma do “Cérebro de um Popstar”. Alice Cooper foi a “cobaia escolhida por Salvador talvez pelo fato de que suas apresentações sempre foram muito mais que um “mero” show de rock.  As performances  de Cooper,  por assim dizer, sempre foram marcadas por cadeiras elétricas, teatrais execuções e derivados do gênero.

A fotografia está presente na coletânea “Rockers”, de Bob Gruen. O livro, que foi um dos melhores presentes que já ganhei, é um espetáculo à parte e vale conferir.

 

Trocando em miudos

Salvador Dalí foi um figura ímpar. Dalí em diante o surrealismo nunca mais foi o mesmo. Muito conhecido por seu egocentrismo o artista faleceu há duas décadas e deixou recordações. Embora alguns novos artistas tenham tentado dar continuidade expressiva ao movimento, nenhum se igualou a ele. Nas palavras do defunto

“A diferença entre os outros surrealistas e eu é que eu sou Surrealista“. 

Curtas: Vida de Lula vira filme

Produção tem orçamento estimado em R$12 milhões e conta com Glória Pires no elenco

Por Fabricio Gimenes

Lula-Filho do Brasil deve estrear ainda em 2009

"Lula-Filho do Brasil" deve estrear ainda em 2009

Aproveitando o momento “lulista” aqui no São Botequim, surge uma notícia que vem muito a calhar. Começou a ser rodado esta semana o filme sobre a vida de Lula. O longa dirigido por Fábio Barreto conta a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva desde o seu nascimento até o início da década de 80.

A produção, segundo Barreto, tem o foco direcionado para a parte da história de Lula que é pouco conhecida, tanto no Brasil, como no mundo. As gravações de “Lula – Filho do Brasil” já começaram. As primeiras locações são na terra natal do presidente, o município de Guaranhuns, no agreste de Pernanbuco. Glória Pires interpreta a mãe de Lula, Dona Lindu.

Mais sobre Lula:

# Do Golpe ao planalto (Ricardo Kotsho)

O que Barack Obama e Lula tem em comum

Conheça 3 semelhanças entre o presidente eleito dos EUA e Luiz Inácio Lula da Silva
Homens de mudança

Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama: Homens de mudança

Por Fabrício Gimenes

O mundo respira aliviado. É isso que podemos dizer. A certeza de que o pequeno Bush agora está longe da Casa Branca injeta certa tranquilidade nos 4 cantos do planeta – apesar de tudo. Seu sucessor e Barack Obama, o homem que conquistou o mundo. Repare, não há exagero algum ao dizer isso. A eleição de Obama não foi apenas norte-americana, foi mundial.

A idéia de estabelecer uma comparação entre Barack e Lula surgiu após assistir a um breve documentário sobre a campanha do presidente recém-eleito. A identificação entre suas campanhas é notável. Para quem dúvida, eis o que Barack Obama e Lula tem em comum:

1) Obama e Lula são presidentes populares. Não somente populares na maioria dos votos, mas populares o suficiente para propor uma mudança na população de um país. Suas eleições são o resultado desse sentimento. Mais que isso, suas eleições foram a virada de mesa na hora “H”, o gol aos 44″ do segundo tempo. Barack Obama e Lula são a personificação da esperança, ainda que em épocas e proporções diferentes.

2) Outro ponto interessante é o fato de, historicamente, Obama e Lula pertecerem a grupos sociais “menores”. Obama mestiço, carrega sobre si o estigma da raça negra. Apesar de ser um homem letrado, Obama – em suas atuações em Chicago – sempre defendeu a quebra de alguns paradigmas. A causa do movimento negro e a atuação de um homem negro no Senado nacional, por exemplo. Lula, imigrante nordestino radicado em São Paulo, natural de família humilde. Não foi um homem de estudos, mas sempre esteve ligado à luta dos operários e almejou a construção de um país menos desigual – em nosso país, pura quebra de paradigmas.

3) Tanto Barack Obama, quanto Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiram a mudança na história de um país. Lula foi o primeiro presidente, em 500 anos de existência de Brasil, que não integrava a casta da sociedade. Foi o primeiro presidente com suas origens no povo. Esse fato, propiciou ao seu governo o desejo de renovação tanto almejado por alguns. Barack é o primeiro presidente negro norte-americano (precisa dizer mais?) em uma nação de brancos. Essas duas “rupturas”, ainda que diferentes, representam uma profunda reforma no modo de pensar das pessoas. Essa mudança diz: “Ei, queremos fazer diferente. Estamos abertos a isso”.

Sei que comentários indignados podem surgir. Não estou querendo dizer que Barack Obama e Lula são iguais. Digo, apenas, que possuem semelhanças. É de se esperar que devido ao contexto e ao próprio fato de que, antes de presidentes, são pessoas diferentes, Lula e Barack apresentem divergências. Mas, apesar disso, sinto-me tão otimista em relação ao novo presidente norte-americano, quando me sentia em relação a Lula. Sim, nós somos capazes.

Imagem da semana

 

Reuters

Lincoln Memorial- 200 mil prestigiam posse de Barack Obama. Foto: Reuters

 Uma Imagem vale mais que mil palavras. 

Titãs – A vida até parece uma festa

DOCUMENTÁRIO RELEMBRA O TEMPO EM QUE ARNALDO ANTUNES ERA CABELUDO, BRANCO MELLO ERA MAGRICELA E PAULO MIKLOS AINDA TINHA JEITO DE BOM MOÇO.
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Por Fabricio Gimenes 

Divulgação

Foto: Divulgação

Chegou aos cinemas de todo o país, ou pelo menos a alguns cinemas, o documentário “Titãs – A vida até parece uma festa”. O longa metragem dirigido por Branco Mello e Oscar Rodriguez Alves repassa os mais de 20 anos de trajetória da banda que marcou uma geração.  Os registros começam logo no início dos anos 80 quando Branco compra uma câmera VHS e passa, desde então, a documentar o dia-a-dia da banda.

A montagem do projeto começou em 2002.  A produção partiu de mais de 200 horas de gravações arquivadas em acervo pessoal e também contou com uma extensa busca de material nas emissoras de tevê. O site do filme dá uma prévia do que se pode esperar:

“ A soma desse conteúdo revela personagens incríveis e momentos inesquecíveis: o início underground em São Paulo, o primeiro sucesso Sonífera Ilha, as prisões por envolvimento com drogas, o antológico show Cabeça Dinossauro, os bastidores das gravações do álbum Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas, o sucesso nos grandes festivais, as saídas de Arnaldo Antunes e Nando Reis, a morte trágica de Marcelo Fromer, as viagens pelo Brasil e o mundo.”

Para quem sempre acompanhou a cena musical do rock brasileiro o documentário é um marco. A história dos Titãs confude-se com a história de uma geração inteira. Afinal, contar a trajetória de uma banda que registrou, através de sua música, a história recente de nosso país não é pouca coisa. 

É de se esperar,  como em todas auto-biografias, que os fatos ruins sejam preteridos. O lado não-comercial que toda banda tem. O filme não consta nas listas de exibições de Vitória, ainda. Mas, para os fãs da banda que, assim como eu,  esperam ansiosamente pela produção, fica um aperitivo do que está por vir.

Nota de esclarecimento

Aos recentes leitores do São Botequim deixo aqui alguns esclarecimentos:

1) Comunico que por uns 2 ou 3 dias (minha previsão) o blogue pode ficar “desatualizado”. Tal heresia se deve ao fato de que seu editor, este que vos escreve, ter virado estatística de verão – fazendo parte do amplo batalhão de brasileiros que contraiu dengue nesse mês. Estou realmente “caído” e estar aqui sentado escrevendo isso já tem sido um grande esforço. Peço a compreensão de todos e, em breve, traremos novos posts.

2) Algumas pessoas enviaram e-mails perguntado sobre o “Desafio do Chopp”, divulgado aqui neste blogue.  O desafio não ocorreu no dia previsto e está sem data confirmada por enquanto por motivos técnicos. Estamos a procura de um local mais apropriado e menos burocrático do que o Shopping Vitória. Assim que houver definição postarei aqui.

No mais, não há mais nada a ser dito.  Um forte abraço à todos.

Melhoras (para mim).

F.Gimenes

“Amigo, como eu te ajudo a me ajudar?”

Nesta primeira quinzena de janeiro, Igor Chagas, co-autor do São Botequim,teve a dificíl missão de peregrinar pelas mais belas praias nordestinas. Contudo, apesar de bons relatos que em breve você poderá conferir aqui, trazemos até você, o relato de um fato marcante e não tão belo assim ocorrido no último final de semana.

A corrupção no litoral nordestino

Por Igor Chagas

Em minha peregrinação pelo litoral nordestino como enviado especial do São botequim, presenciei fatos marcantes. Vi sertanejos humildes voltando para suas casas, bebi e comi o que o nordeste tem de melhor ,  presenciei o turismo sexual que acontece por aqui e contemplei as mais belas praias da região. Contudo nada me chamou mais a atenção do que a corrupção existente no sistema policial rodoviário nordestino.

Nada contra o Nordeste ou qualquer de seus estados, pelo contrário, sou Alagoano, nordestino com muito orgulho. Porém, existem fatos que não podemos ignorar.

Em viagem para a capital Paraibana, João pessoa, fui parado por uma já conhecida blitz rodoviária: Manzuá. Essa famigerada operação foi apelidada pelos motoristas da região de “Mãos ao alto”. Os homens da lei que nela trabalham são conhecidos por “pedir” qualquer coisa, de cigarros a roupas, em troca da liberação de multas e ocorrências. Por  serem  a lei, os policiais, conseguem sempre uma intimidação com os motoristas que ali trafegam. Nesta ocasião, nada aconteceu além de eu tomar conhecimento do “sistema”.

Em outra viagem, agora para o balneário pernambucano,  Porto de galinhas, seguimos pela BR que liga a capital à praia, onde há um conhecido posto policial. Tao conhecido pelo fato de ser uma parada quase que obrigatória para todo o tipo de fiscalização. Partindo dessa premissa nosso humilde veículo foi parado e,  infelizmente, nosso carro estava com documentos irregulares. Um amigo, proprietário do carro, foi convidado  entrar no posto policial, junto com o policial que fazia a autuação para uma conversa, digamos,  “amistosa”. Ao descobrir que o Oficial iria multar e apreender seu carro, meu amigo, resolveu usar uma frase conhecida do filme Tropa De Elite:

 – Amigo, como eu te ajudo a me ajudar? – O oficial respondeu quase instantaneamente: 20 conto e eu te libero.

Decorridas 15 horas após o incidente  fomos parados em outra blitz. Dessa vez foi mais “simples”. Com os mesmos problemas na documentação e com a ameaça de apreender o carro, o guarda disse sem pestanejar que 50 reais resolviam nossos problemas. O proprietário do carro novamente pagou o valor e seguiu viagem.

É preciso esclarecer que não apoiamos este tipo de atividade e que quem paga é quase tão culpado quanto quem recebe. Contudo, ao traçarmos a rota para Porto de Galinhas a corrupção da PRF já era uma pauta do São Botequim.

Os fatos acima evidenciam uma triste verdade: Não sabemos mais quem deve nos proteger e quem deve nos ameaçar.  Sem querer apagar o nosso crime de financiar essa máfia, percebo que a sociedade vive o bem próprio, passando por cima de qualquer ética moral e legal. Qualquer 50 reais resolve seu problema. Então poderia chegar a hipócrita solução de que quem tem dinheiro não tem problema. 

Vimos, recentemente, que esse é um problema que atinge o país inteiro, de cabo à rabo, diria minha avó. Desde a máfia do Judiciário no Espírito Santo até a Máfia da PRF – dos mais ricos aos mais pobres. O pulso ainda pulsa?

A verdade sobre toda segunda-feira

Por Fabrício Gimenes

Toda segunda-feira tem sua culpa. Que me desculpem os “Caxias” de plantão, mas não levo muita fé na segunda-feira. Após algum tempo de vida a gente começa a perceber como a nossa mente funciona de verdade.

Segunda-feira é dia de remontar o juízo perdido no final de semana. Segunda é dia de se atolar no trabalho só pra não se sentir mal por ter perdido a linha no sábado anterior. Toda segunda-feira traz aquela pontinha de saudade – do final de semana – e de desânimo – pois para o próximo sábado ainda faltam alguns dias.

Há o colega do trabalho que te pára no café só pra contar o final de semana, eis um dos males da segunda-feira. Felizmente a segunda-feira não é mais o dia Timão (fico triste só de lembrar…). Na segunda-feira voltamos a ser nós mesmos. Ajuizados, com conta no banco e filhos para criar. Na segunda a cidade está de volta, e o que é pior, o trânsito está de volta! A reforma volta também, as duplicatas e os problemas que foram esquecidos na semana que passou.

Como já escreveu Mário Prata, no sábado a gente pode tudo. O final de semana, que, para o homem de verdade, começa às 18h de sexta-feira; nada mais é do que a ressurreição após a via-crúcis semanal. A segunda-feira derruba tudo isso. A segunda-feira é como uma ex-namorada. Ela chega com todos aqueles fatos (e fotos!) que você quis esquecer, as segundas-feiras vêm, para mim, bem piores que os domingos – que pelo menos têm futebol.

Segunda-feira é dia de começar dieta, dia de fazer relatório; segunda-feira é dia de voltar para a histeria acinzentada da capital e quase enfartar de stress. Nenhum outro dia é tão ingrato quanto a segunda-feira. Veja só, ainda chamam de “dia útil” (para quem?).

A terça-feira, por exemplo, tem rodada dupla de chope após o trabalho, a quarta-feira tem futebol, a quinta tem pelada e a sexta-feira, bom, é sexta feira!

Veja, esta crônica não visa acabar com o pouco ânimo que lhe resta nesta segunda, mas sim, alertá-lo sobre os ataques silenciosos da segundona para que você se previna, e se mude para o Hawaii! Como de costume, já estamos em horário comercial e hoje é segunda-feira (semblante triste), então a boneca filosófica vai parar por aqui. Tenham todos uma boa semana, a partir de amanhã, claro!

Jornalismo Imparcial: Correspodente de O Globo integrou exército de Israel

Por Fabricio Gimenes

soldierTudo começou ainda esta semana. Na última quarta-feira (8), o blogue Cloaca News (recomendo a visita) publicou um importante furo. O texto trazia a história de Renata Malkes, correspondente especial do jornal O Globo e do canal Globonews para os conflitos na faixa de Gaza e responsável pelo blogue O outro lado da terra santa – o oriente médio como você nunca viu (hospedado nas páginas do jornal). A equipe do Cloaca localizou na web um antigo enredeço  mantido pela jornalista no qual ela, talvez, revele suas verdadeiras crenças. O blogue havia sido deletado e foi recuperado através de uma ferramenta chamada WayBack Machine.

O blogue, intitulado Balangan (bagunça, em bom português), trás inúmeras posições preconceituosas, ofensivas e radicais acerca do povo Árabe, com desdobramentos até mesmo para o Brasil e Venezuela.

Em rápidas palavras o post fez emergir uma calorosa discussão sobre o  jornalismo imparcial (mito?) e a qualidade do conteúdo trazido pelos grandes veículos. Ora, como pode uma jornalista que detém um histórico tão polêmico fazer uma cobertura imparcial sobre um dos conflitos mais importantes do momento?

Por volta das 20h de hoje, sexta-feira, Renata Malkes malkespublicou em seu blog uma nota de esclarecimento sobre as denúncias a seu respeito. Contudo, a história está longe de ficar clara. Pelo contrário, parece ficar cada vez mais obscura. Há cerca de 1 hora o Cloaca News publicou uma segunda parte da história, onde Renata Malkes teria sido presa no Líbano por espionagem. O Post dá sequência à polêmica e aumenta a pressão sobre O Globo por esclarecimentos.

Opinião

Diante de todos os acontecimentos um questionamento faz-se necessário: Renata Malkes teria ou não capacidade de separar sua profissão de suas crenças e realizar um trabalho imparcial?

Sinceramente, frente ao que foi apresentado até agora, acho difícil. Em sua “defesa”, Renata Malkes apresentou somente um texto de esclarecimento. Com todo o respeito, o que ela diz, é somente o que ela diz – nada muda.

Apesar da história estar rolando nas vielas jornalísticas da blogosfera o impasse diz respeito a qualquer cidadão. Daí o porque do assunto vir para aqui no São Botequim.

Confira alguns “destaques” do antigo blog de Renata Malkes:

- Renata Malkes ridiculariza Palestinos e faz piada com virilidade dos Brasileiros

- Renata Malkes diz que Árabes são burros

- Renata Malkes destina ofensas ao MST pelo apoio aos Palestinos 

- Renata Malkes diz que Venezuela  é amiga dos “Brimos”

- Renata Malkes exultante por ter sido aceita no EXÉRCITO DE ISRAEL

Algumas Trechos retirados do blog Balagan

Meus caros, eu já disse isso aqui, mas repito: TUPINIQUIM TEM QUE CUIDAR É DE DENGUE!!!!!!!!  (Renata Malkes tem dupla cidadania: Brasileira e Israelita)

Gee, I am simply astonished! Balagan was mentioned in Yediot Aharonot as a warblog! They wrote an article about the lack of proper israeli official propaganda and the efforts lonely surfers make to defend Israel on the internet… I am really GLAD because my blog has exactly this purpose: show exactly what goes on in Israel! (warblog’s são blogues de propagandas sionistas – não o que se passa “exatamente em Israel”)

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